Além da Imaginação Real

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Fatos do Além: O Desaparecimento Dos Irmãos Sodder! #Parte2 



Incêndio em casa na Véspera de Natal de 1945

Na Véspera de Natal de 1945, os Sodder estavam a comemorar. Marion, a filha mais velha, tinha ido trabalhar na loja dos trezentos na baixa de Fayetteville, e surpreendeu três das suas irmãs mais novas Martha de 12 anos , Jennie de 8 anos, e Betty de 6 com brinquedos novos que tinha comprado como prenda. As crianças ficaram tão entusiasmadas que pediram a mãe, para ficarem acordadas até mais tarde nesse dia.

Às dez horas da noite, Jennie deu-lhes permissão para ficarem acordados até um pouco mais tarde, desde que os dois rapazes que ainda estavam acordados, Maurice de 14 anos, e Louis de dez, não se esquecessem de guardar as vacas no sítio e alimentar as galinhas antes de irem para a cama. O marido e os filhos mais velhos, John de 23 anos e George Jr de 16, que tinham passado o dia a trabalhar com o pai, já estavam dormindo. Depois de dizer aos filhos para não se esquecerem das suas tarefas, Jennie colocou a sua filha Sylvia de 2 anos na cama e foi dormir.

O telefone tocou à meia-noite e meia nessa noite e Jennie foi até ao andar de baixo para atender. Ouviu a voz de uma mulher que não reconheceu pedindo para falar com uma pessoa que não conhecia, ao mesmo tempo que ouvia risos e copos a tilintar no fundo. Jennie disse à pessoa do outro lado da linha que tinha se enganado de número , mais tarde, lembrou-se que ela tinha um "riso estranho". Desligou e voltou para a cama. Quando o fez, reparou que as luzes ainda estavam ligadas e que as cortinas não estavam corridas, duas coisas que, normalmente, as crianças faziam sempre quando iam para a cama depois dos pais. Marion tinha adormecido no sofá, por isso Jennie assumiu que as outras crianças que tinham ficado acordadas até mais tarde tinham ido para o sótão, onde dormiam.Correu as cortinas, apagou as luzes e voltou para a cama.

À 01:00 hora da manhã, Jennie acordou novamente com o som de um objeto batendo no telhado da casa com um estrondo, e depois ouviu rolar pelo telhado. Depois não ouviu mais nada durante algum tempo, e voltou a adormecer, mas acordou mais uma vez meia hora depois quando sentiu o cheiro de fumo. Quando se levantou novamente, viu que o escritório de George estava pegando fogo em  volta da linha telefônica e do quadro de distribuição. Jennie foi então acordar o marido que, por sua vez, acordou os filhos mais velhos.

Tanto os pais como os quatro dos seus filhos Marion, Sylvia, e os dois rapazes mais velhos conseguiram fugir de casa. A família chamou desesperadamente pelas crianças que estavam no sótão, mas não obtiveram qualquer resposta; nenhum deles podia ir até lá porque as escadas já estavam consumidas pelo fogo.John Sodder disse no seu primeiro interrogatório policial que foi até ao sótão para avisar os irmãos e que os encontrou dormindo lá, mas, mais tarde, mudou a sua história e disse que apenas chamou por eles no andar de baixo e não chegou a ve-los.

Os esforços para encontrar ajuda e salvar as crianças foram inesperadamente complicadas. O telefone não funcionava, por isso Marion correu até à casa de um vizinho para chamar os bombeiros. Um homem que estava dirigindo numa estrada próxima também viu as chamas e ligou aos bombeiros, a partir de uma taberna local; no entanto nenhum dos dois conseguiu concluir a chamada, um porque não conseguiu falar com um operador e o outro porque o telefone estava avariado. Ou o vizinho ou o condutor que estava de passagem acabariam por conseguir fazer a chamada para os bombeiros mais tarde, a partir de um telefone no centro da cidade.

George, que estava descalço, trepou pela parede e abriu uma janela do sótão, acabando por cortar o braço enquanto o fazia. Ele e os filhos queriam usar uma escada para subir ao sótão e resgatar os outros membros da família, mas a escada não estava encostada à parede como de costume e não foi possível encontrá-la. Um barril de água que podia ter sido utilizado para apagar o incêndio estava com a água congelada George também tentou colocar os dois caminhões que usava no seu negócio ao pé da casa e utilizá-los para subir até à janela do sótão, mas não conseguiu colocar nenhum deles para funcionar, apesar de nenhum ter dado problemas no dia anterior.

Frustrados, os seis Sodder que tinham fugido ficaram sem opções e limitaram-se a ver a casa pegando fogo por completo e colapsar no período de 45 minutos. Assumiram que os outros cinco filhos tinham morrido no incêndio. Os bombeiros, que tinham poucas pessoas na equipe, por estarem em período de guerra e devido ao facto de ser necessário irem chamando uns pelos outros para irem até o local, só chegaram na manhã seguinte. O chefe F.J. Morris disse no dia seguinte que a resposta, que normalmente já era lenta, tinha sido atrasada pelo facto de ele não saber conduzir o carro dos bombeiros, o que o obrigou a esperar por alguém que soubesse.

Os bombeiros, um dos quais era irmão de Jennie, já não puderam fazer muito mais além de analisar as cinzas que sobraram na casa dos Sodders. Às dez da manhã, Morris disse aos Sodders que não havia encontrado nenhum corpo, algo que seria de se esperar caso as crianças restantes estivessem realmente dentro da casa quando ela pegou fogo. Segundo outra testemunha, chegaram a encontrar fragmentos de ossos e órgãos internos, mas os bombeiros preferiram não informar a família, no entanto profissionais em incêndios mais modernos realçaram que os bombeiros só poderiam ter feito buscas superficiais. Apesar de tudo, Morris era da opinião que as cinco crianças desaparecidas tinham morrido no incêndio, sugerindo que as temperaturas tinham sido altas o suficiente para queimar completamente os corpos.

Continua...

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fatos do Além: O Desaparecimento Dos Irmãos Sodder!


Na Véspera de Natal, dia 24 de dezembro de 1945, um incêndio destruiu a casa da família Sodder em Fayetteville, West Virginia, Estados Unidos. Na altura, os habitantes da casa eram George Sodder, a sua esposa Jennie, e nove dos seus dez filhos. Durante o incêndio, George, Jennie, e quatro dos nove filhos escaparam. Os corpos das outras cinco crianças nunca foram encontrados. Durante o resto das suas vidas, a família Sodder acreditou que as cinco crianças que desapareceram sobreviveram ao acidente.
Os Sodders nunca reconstruíram a sua casa, tendo preferido transformar o local num jardim memorial em honra dos seus filhos desaparecidos. Na década de 1950, quando começaram a duvidar que os seus filhos tinham morrido, colocaram um cartaz no local, visível a partir da State Route 16 com fotografias das cinco crianças, no qual ofereciam uma recompensa a quem tivesse informações que pudessem ajudar a resolver o caso. Permaneceu no mesmo local até pouco depois de Jennie Sodder falecer em finais da década de 1980.
Os Sodder acreditavam que os seus filhos tinham sobrevivido devido a uma uma série de circunstâncias invulgares que ocorreram antes e durante o incêndio. George contestou a conclusão do departamento de incendiosos de que o fogo tinha sido de origem eléctrica, tendo afirmado que o sistema eléctrico da casa tinha sido renovado e inspecionado pouco tempo antes. Tanto ele como a esposa desconfiavam que a verdadeira causa tinha sido fogo posto, o que os levou à teoria de que os seus filhos tinham sido raptados pela Máfia Siciliana, talvez como um ato de retaliação pelo facto de George criticar abertamente Benito Mussolini e o governo fascista que exercia funções no seu país natal, a Itália.

Embora o Estado e a polícia federal tenham se esforçado por investigar o caso com mais atenção durante a década de 1950, nunca foi encontrada mais informação. No entanto, durante a década de 1960, a família recebeu uma fotografia que acreditavam ser de um dos rapazes, já adulto. Tanto a única filha sobrevivente do casal como os seus netos têm continuado a divulgar o caso na comunicação social e nas redes sociais.


Origens

Em 1895, George Sodder nasceu com o nome de Giorgio Soddu em Tula, Sardenha, Itália. Quando tinha treze anos de idade, emigrou para os Estados Unidos juntamente com um irmão mais velho, que regressou ao seu país natal assim que George passou na alfândega em Ellis Island. Durante o resto da sua vida, George Sodder, como passou a ser conhecido, nunca revelou o motivo pelo qual deixou a sua terra natal.
Eventualmente, Sodder arranjou trabalho nos caminhos-de-ferro da Pennsylvania, levando água e outros mantimentos aos trabalhadores. Após alguns anos nesse trabalho, arranjou um posto mais permanente em Smithers, West Virginia, como camionista. Passados mais alguns anos, abriu a sua própria empresa de camiões, que, inicialmente, transportava terra para locais de obras e, mais tarde, carvão para as muitas minas da região. Jennie Cipriani, que se viria a casar com ele, era filha de um merceeiro e também tinha emigrado da Itália para os Estados Unidos.

O casal estabeleceu-se nos arredores de Fayetteville, que tinha uma grande população de imigrantes italianos, numa casa em enxaimel de dois andares que ficava 3.2 km a norte da cidade.Em 1923, tiveram o primeiro de dez filhos. O negócio de George prosperou e a sua família tornou-se "uma das famílias de classe média mais respeitadas da região", nas palavras de um oficial local. No entanto, George tinha opiniões fortes sobre vários assuntos, e não se acanhava em partilhá-las, o que, por vezes, fazia com que as pessoas se afastassem dele. A sua oposição ao ditador italiano Benito Mussolini tinha causado particular desconforto e confrontos com os restantes membros da comunidade de imigrantes.A filha mais nova do casal Sodder, Sylvia, nasceu em 1943. Nessa altura, o filho mais velho, Joe, já tinha saído de casa para prestar serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte, Mussolini foi deposto e executado. No entanto, as criticas que George Sodder tinha feito ao falecido ditador ainda causavam algum desconforto. Em Outubro de 1945,um vendedor de seguros que George tinha mandado embora avisou-o que a sua casa iria desfazer-se em fumo ... e os seus filhos serão destruídos." O vendedor afirmou que o motivo pelo qual tal fato iria acontecer eram "as coisas indecentes que tens andado a fazer sobre o Mussolini." Outro homem que visitou a casa à procura de trabalho, aproveitou a ocasião para ver as traseiras da casa e avisou George que, um dia, o quadro de distribuição ainda havia de "provocar um incêndio". George ficou confuso com tal observação, uma vez que o sistema eléctrico da casa tinha sido renovado quando se tinha instalado um forno eléctrico,e que a empresa eléctrica local tinha dito depois que tudo estava seguro. Nas semanas anteriores ao Natal desse ano, os seus filhos mais velhos também repararam num carro estranho, estacionado na estrada principal que atravessava a cidade, no qual os ocupantes observavam os filhos mais novos do casal no caminho de regresso da escola.

Continua...

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Roteiro de viagens do Além! #19

Todos os dias e anos em cada canto do mundo, o turismo de horror vem aumentando. Agências oferecem passeios em locais onde aconteceram homicídios, prisões oferecendo pacotes em que o hospede é tratado como um presidiário e visitas em casas mal assombradas. 
Porque as pessoas querem tanto visitar lugares que muitas vezes são marcados pelo sofrimento?
Os motivos são vários, desde aprender com os erros do passado como também apenas pela simples curiosidade, estudiosos querendo investigar esses fenômenos paranormais e etc.
Seja qual for seu interesse, tenha uma boa viagem




Hospital Psiquiátrico Sai Ying Pun
Hong Kong

As visões proporcionadas pelo hospital psiquiátrico inaugurado em 1892 e abandonado em 1971 são terríveis: em meio aos sons de trovão, pessoas correm sem a cabeça e homens em chamas gritam de forma ensurdecedora. Quem caminha pelos corredores é agredido por empurrões vindos de lugar nenhum.
Além de tratar criminosos com desordens mentais e pacientes de esquizofrenia, o lugar foi usado, durante a segunda guerra mundial, como centro de execução de prisioneiros. Depois do abandono, a construção foi procurada por moradores de rua e adolescentes que se escondiam para usar drogas.
Por descuido deles ou por culpa de distúrbios paranormais, o lugar pegou fogo duas vezes, em uma delas o teto desabou. Atualmente é usado como centro comunitário. Contos de avistamento fantasmagóricos foram espalhados desde que o hospital foi abandonado.






Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek!


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Contos do Além: O fantasma que veio assombrar o Natal!


O frio já se fazia sentir, a cabana estava já apinhada de toros de madeira grossa, lá fora já caia a primeira neve, lenta, branca, fofa e aprumada, as crianças já estavam em altos alaridos, vestindo casacos e querendo brincar na neve.
Era a primeira vez que iam passar o Natal na montanha, férias e fins de semana, já tinham passado, mas ficarem isolados por dois meses na montanha era a primeira vez. A babá também veio conosco, foi muito trabalhoso, compras, encher arcas, transportar gasóleo para o gerador, bem melhor nem falar. 
Meu marido tirou férias, quis também ficar mais uns tempos com os filhos, eu apenas tinha que escrever um livro sobre a minha infância, tinha apenas dois meses nada mais. Apertado, mas com toda aquela ajuda também não seria impossível, eram três meninas, de idades diferentes, muito barulhentas.
Mais dois dias e já tido estaria coberto de neve sem poder ter mais contacto com a civilização, apenas os telefones e o radio, logo ficaria sem net e claro que seria mais difícil entreter as crianças por ali.
O meu livro já estava no meio, escrevia sem parar, o meu marido fazia as refeições e a babá era de grande ajuda por ali, sempre estavam ligadas as crianças, quase que nunca me incomodavam. Estava eu distraída olhando pela janela os vendo, brincando e rindo, atirando bolas de neve uns outros, algo chamou atenção no final do jardim, via uma sombra gigante se movendo, parecendo querer estar escondida de todos ali, apenas observando.
Senti calafrios, algo estava errado ali, levantei-me e sai para chamá-los para dentro, claro que fizeram caras feias e ficaram mal humorados comigo. Meu marido puxou o casaco e exclamou:
- É sempre a mesma coisa, além de estar sempre ocupada e nunca ter tempo para nós,corta o barato da brincadeira com as nossas crianças.
Abanei a cabeça, sem falar no que tinha visto e que estava muito preocupada com tudo isso. Passei a ficar mais atenta nos dias seguintes, mas nada vi de estranho, meu coração foi sossegando aos poucos, afinal eu devia ter visto mal.
Dezembro já estava correndo rápido, as meninas andavam numa alegria descomunal, estavam preparando os enfeites do Natal, era dentro e fora da casa, que alegria era agradável de ver. Desliguei-me e contagiada fui ajudar estivemos o dia todo oculpados, mas no final valeu a pena,quando ligamos as luzes, tudo estava lindo, parecia um quadro natalício, lindo demais.


Aquele dia foi mesmo muito especial,trouxe memórias lindas lembranças do passado,dos natais passados. Já estavam todos dormindo, quando de repente são acordados pelo grande estrondo na sala, todos se levantam e descem as escadas e são surpreendidos com algazarra que seus olhos, vêem tudo destruído, tudo não sobrou nada ali.
Estranho, a porta estava trancada. A babá corre levando as crianças para o quarto, perguntas e mais perguntas sem respostas. Sem saber o que pensar eu e o meu marido sentamos no sofá em frente da lareira que estava quase apagado, de repente ele reacende como por artes mágicas.
Olhando meio atônicos sem saber o que pensar, nós vemos uma figura sinistra na chama da lareira, horrenda e rindo, articulando gestos e muito zangado. Nisto as bolas disparavam do chão da sala como por artes mágicas no ar, tentando nos acertar, escutamos uma voz distorcida, falando:
- Vão embora daqui, vão antes que seja tarde demais...
Levantamos e corremos para as escadas, tremendo de medo, estávamos assustados por demais, sem saber o que fazer naquela hora. Como poderíamos cuidar da nossa família se não tínhamos ninguém, estávamos isolados, ali, sem telefone, mas quem sabe se amanha o radio voltar a funcionar, pensando em mais uma noite naquele lugar.
O vento estava forte, batia sem parar nos vidros, as sombras sinistras das arvores pareciam ameaçar, juntamente com o fantasma que estava ali, habitando conosco, sem conseguir dormir, sentada na cama, minha mente estava fervilhando em idéias para ir embora dali o mais rápido possível. 
O dia amanhecia ainda mais cinzento que a noite, uma grande tempestade estava vindo para a montanha, sinal de grandes complicações, sem sinal de radio e nem como sair dali. Levantamos cedo e descemos para arrumar a sala para que as crianças sentissem menos medo, fui preparar o pequeno almoço para as crianças, fiz tudo o que elas gostavam tudo mesmo.
Tentamos não passar as nossas preocupações, a tempestade veio com tudo, um forte nevado cobriu a montanha como nunca antes visto, queríamos abrir a porta, não conseguíamos, a neve impedia, pelo grande volume.
Meu marido conseguiu sair pela janela e limpar algumas partes para que pudéssemos buscar lenha e ligar o gerador e claro buscar mantimentos na cabana do lado, as meninas estavam alegres já nem se lembravam da noite anterior, mas por estarem presas na casa era complicado, descobriram o sótão, subiram e tinha tantas coisas antigas ali guardadas. 
Todas elas brincaram por ali, Joana a mais velha descobriu um baú que não era fácil de abrir, foi buscar uma alavanca e forçou a fechadura e conseguiu.
Tinha um monte de fotos, um lindo álbum bem conservado ainda, vestes de um homem, de muita elegância, óculos, canetas de tinta, tinteiros, anotações e outras coisas mais, tudo era estranho parecia que estavam descobrindo uma nova vida, remexendo mais no fundo encontram uma foto muito bem embrulhada com um laço rosa já descolorido. Era a foto de um casal muito elegante, atrás da foto, estava uma dedicatória de amor do senhor para sua esposa, seu nome era Benedito Ventura, mais no fundo estava uma fila de livros muito bem alinhados e conservados, pegaram neles e viram que ele era o autor dos livros.
Correndo pela escada Joana gritava:
- Mamãe, olha o que eu encontrei aqui, ele também escrevia como você, olha para esta linda foto deles aqui.
Olho com alguma curiosidade e qual é o meu espanto que é a foto dos meus bisa avós,existia apenas uma na casa de meu tio, a única, pois todas foram destruídas pelo incêndio, mas como esta foto veio parar aqui? Pensava eu. Meus olhos encheram-se de lágrimas, pedi que me levassem ao sótão onde estava tudo guardado, remexi em tudo e descobri que eram do meu bisa avô, mas como se ele morreu no incêndio? Era tudo muito estranho ali. Peguei tudo e trouxe comigo, mais alguns livros, li coisas intimas do amor exagerado dele com a minha bisa avó, mas o que iria me chocar mais ainda é que ele é que incendiou a casa por ciúmes e ela morreu queimada. 
Se for assim, ele conseguiu fugir, mas quem era o corpo dentro da casa e lendo as anotações descobri que ele leva um sem abrigo e o embebeda, deixando-o lá dentro morrendo com a,bisa avó se fazendo passar por ele.
Seu passado remexeu com a sua mente, memórias tristes assolaram minha cabeça, meus pais já tinham partido, minha mãe iria ficar tão feliz por ver aquele álbum, de repente a Joana dá um grito:
- Mamãe olha esta foto parece mesmo você, igualzinha.
Olhei a foto e era minha cara, apenas a preto e branco, mas era a minha cara. Meu marido se assustou com a semelhança da foto e franziu sua sobrancelha, acho que li o pensamento.
Se eu era a cara dela o fantasma só podia ser o bisa avô, se ele queria tanto mal e era tão mau o que ele iria fazer?
Afinal o segredo foi desvendado ali, o bisa avô nunca foi uma boa pessoa, mas sim muito mau tão mau ao ponto de matar como nas suas tramas policiais. Eu estava estarrecida com este segredo, por demais, mesmo, sem saber o que pensar e fazer. As meninas enchiam-nos de perguntas e voltar ao passado estava sendo penoso demais, era uma maldade sem limites forjar a sua própria morte e se manter escondido anos e anos a fio.
Não tinha cabeça para escrever, fui deitar um pouco, adormeci por segundos e vi todo aquele horror, a casa queimando, ela pedindo socorro e ele de fora rindo, rindo diabolicamente. Acordo assustada, não era um sonho, mas um pesadelo real, ele estava ali de frente a cama. Olhando-me, com olhar maligno, de vingança e escuto suas palavras:
- Maldita,veio para me assombrar, maldita seja você que veio me tirar o sossego aqui, eu te matei e você voltou de novo.
Por momentos eu queria fugir, o quarto estava gelado, sombrio, silencioso, queria dizer que não era ela, mas a minha voz não saia, ele me olhava com maldade, quase podia ver o que ele estava pensando na sua vingança.
Ele grita e tudo sai dos lugares, minha cama gira em volta do quarto, escuto tentarem abrir a minha porta sem conseguirem, ele grita:
- Vai arder aqui hoje comigo, vou pegar fogo a tudo isto aqui, ninguém vai descobrir o meu segredo, maldita seja você que vai comigo para o fogo do inferno.
Eu estava suspensa no ar a cama girava a volta do quarto, o medo gelava as minhas veias, sabia que ia morrer, apenas pensava nas minhas filhas e num ato de desespero, consigo gritar:
- Saiam da casa rápido, saiam, levem as meninas daqui,ele vai matar a todos nós,saiam, vão embora.
Algo já estava queimando, o tapete já estavam ardendo, as cortinas também, todos corriam para o andar de baixo, as chamas eram intensas, queriam abrir as portas e não conseguiam alguém atira com uma cadeira e parte os vidros da frente da porta, saem todos por ali.
Já todos fora, as crianças chorando, chamando por mim, eu ainda lutava apesar das chamas, ele estava olhando, rindo, divertindo-se, a cama já tinha parado de rodar, eu já estava mais segura do meu corpo, olhei para o lado,havia uma bíblia na cabeceira da cama, estiquei as mãos e alcancei-a, ele tentou evitar mas não conseguiu.
Ficou um silencio mortal, apenas escutava o crepitar do fogo, o fumo já me deixava tonta, ele ainda ria chegando para perto de mim.
Olhei para a janela, estava tão perto, rezei a Deus e pedi que eu voltasse a ver as meninas de novo, agarrada a bíblia, rompo a janela e atiro-me para o jardim. Sinto vidros entrando em mim, meu corpo caiu, senti uma dor latejante no joelho, todo o meu corpo doía, tentei levantar para onde escutava gritos e vozes.
Arrastando-me pela neve sentia que a dor era menor que a minha vontade de viver e voltar a ver as minhas filhas, a casa ardia toda em chamas, vejo a minha família, eles ainda nem me viram, escuto as meninas chorando por mim. Gritei:
- Estou aqui, ajudem-me!
Felizes, meu marido, a babá e as minhas filhas correm ao meu alcance, nem eu mesmo sabia como tinha ido parar ali, não sabia mesmo, sabia como tinha conseguido, mas aquela bíblia me salvou, pois nunca tinha tido fé na minha vida e ela me salvou. Agora já podia escrever a minha verdadeira história.


Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek!

Que Todos vocês que acompanham o Blog e o Canal, tenham sempre boas lembranças e um feliz natal e um ótimo ano novo. Sempre haverá um recomeço. Obrigada por nos acompanharem!


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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Roteiro de viagens do Além! #18

Todos os dias e anos em cada canto do mundo, o turismo de horror vem aumentando. Agências oferecem passeios em locais onde aconteceram homicídios, prisões oferecendo pacotes em que o hospede é tratado como um presidiário e visitas em casas mal assombradas. 
Porque as pessoas querem tanto visitar lugares que muitas vezes são marcados pelo sofrimento?
Os motivos são vários, desde aprender com os erros do passado como também apenas pela simples curiosidade, estudiosos querendo investigar esses fenômenos paranormais e etc.
Seja qual for seu interesse, tenha uma boa viagem


Monte Vesúvio
Pompéia Itália 

Durante a tarde de 24 de agosto do ano de 79, as primeiras vítimas morreram sufocadas quando as cinzas vulcânicas que invadiram a atmosfera eram aspiradas e queimavam as vias respiratórias e os pulmões.
A noite, a chuva de rochas fez os edifícios desabarem.
Famílias inteiras, incluindo os animais de estimação, morreram abraçadas dentro dos quartos.
Não havia maneira de fugir, porque um tsunami inutilizou a principal rota de fuga, o porto.
Pompéia levou a fama porque os corpos ficaram preservados, mas a erupção do Vesúvio atingiu toda a baía de Nápoles, em especial as vilas de Herculano, Oplontis e Estábia.
Boa parte das cidades nem chegou a ser atingida pelas lavas. Foi coberta por cinzas e rochas.
Soterrada Pompéia nunca mais se reergueu. Só no século 18 é que a arqueologia começou a encontrar os famosos corpos, que retrataram as expressões físicas do terror dos moradores da cidade.
O curioso é que os cadáveres não existem mais. O que aconteceu é que as cinzas aquecidas formaram um molde negativo, que os pesquisadores preencheram com gesso.
O Vesúvio continua ativo, em 1944, por exemplo no meio do caos da 2° guerra mundial, matou 28 pessoas e arrastou 80 aeronaves dos Estados Unidos.
Todos os anos, mais de 2 milhões de pessoas visitam a região.
Encontram o retrato de uma cidade rica, próxima da capital do mundo em sua época, arrasada ao longo de poucas horas.





Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek!



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Lenda Urbana de Terror #7: A Bruxa de Ferro!


Diz a lenda que no final da década de 50, em uma pequena vila, havia um pequeno hospital, onde cuidava de crianças que tinham problemas nos ossos. Junto a essas crianças havia uma enfermeira muito estranha que cuidava delas.
Essa enfermeira se apegou muito a uma das crianças que já não estava muito bem, ela encontrava-se ligada a alguns aparelhos que a sustentavam o peso de suas pernas e braços.
Um dia a enfermeira não aguentando mais ver o sofrimento daquela criança, decidiu colocar um fim em sua vida. E assim o fez desligando os aparelhos, e em seguida como forma de manter a criança sempre por perto, colocou os extensores ao qual a criança usava, em seu próprio corpo nos braços e pernas.
Passado alguns dias não aguentando a crueldade que havida feito a enfermeira se suicidou se jogando dentro de um poço que havia nos fundos desse pequeno hospital.
Algum tempo depois esse pequeno hospital foi encerrado e em seu lugar, foi construído um orfanato,que desde a sua inauguração já havia relatos de estranhos acontecimentos, como sussurros, barulho de ferro se arrastando pelo chão, entre outras lendas.
Mas os adultos ali do local não pareciam dar tanta importância para essas histórias.
Sempre diziam que era apenas barulhos normais, por causa da ala do antigo hospital ali encerrado.
Após algum tempo o orfanato estava para ser fechado, restando apenas umas poucas crianças para serem transferidas, a partir dai começaram a acontecer coisas estranhas com muita frequência.
Toda noite aquelas crianças ouviam barulhos metálicos e viam o vulto de uma mulher horrível caminhar pelo corredor da ala onde estavam.
Uma certa noite uma das crianças quebrou a perna e gritava de uma forma desesperada dizendo que a bruxa de ferro que havia feito aquilo com ela.
Mas como sempre os adultos do local não acreditaram, imaginando que a criança deveria ter caído da escada e estava imaginando coisas e não se falaram mais no assunto.
Então em uma noite uma menina entrou gritando no quarto, acordando todas as crianças que ali estavam, logo todas elas saíram correndo pelos corredores do orfanato, algumas ficaram cara a cara com aquela mulher horrível, onde as crianças diziam ver o vulto dela caminhando a noite pelos corredores, quando uma delas viu a mulher de perto, disse que seu rosto era todo deformado seu corpo todo cheio de ferragens, a mulher apontou seu dedo imundo para a criança dizendo que sugaria sua alma e depois a mataria, todas elas.
Logo aquelas crianças apavoradas com o que haviam visto, saíram correndo e gritando pelo corredor, quando encontraram o zelador, que não acreditou em nada daquilo que as crianças contaram. Foi até o corredor, quando ele chegou no local não acreditou naquilo que viu, aquele vulto deformado estava ali olhando para ele.
Logo ele rapidamente voltou para seu posto e saiu para fora do orfanato com as crianças, quando se deu conta que estava faltando uma delas, aquela menina que entrou no quarto gritando.
Mas sem coragem de voltar para pega-la resolveram passar a noite fora do prédio, na manha seguinte, foram procurar pela garotinha que havia sumido. 
E para desespero de todos, ela foi encontrada morta com o seu corpo todo retorcido ainda agarrada em seu ursinho de pelúcia.
O zelador com remorso por não ter voltado ao local, desapareceu e até hoje ninguém sabe do paradeiro dele.
Diz a lenda que desse dia em diante o fantasma dessa bruxa, segue assombrando os orfanatos e quebrando os ossos das crianças para tentar colocar as ferragens em seus corpos.

Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek!


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Contos do Além: A Noiva de Gardel!


Marta era uma moça muito bonita, de olhos azuis, pele branca e cabelos negros.
Era uma grande fã do famoso cantor de tango argentino Carlos Gardel, um artista muito famoso daquela época.
Marta tinha todos os seus discos, que ouvia no gramofone, também colecionava suas fotos que saiam nas revistas.
Em 1935 Carlos Gardel veio a falecer de forma trágica, em um acidente de avião, durante uma de suas turnês.
Ao saber da notícia Marta ficou doente de tristeza, chegando a ter febres altíssimas.
Por muitos dias os médicos temeram por sua vida. Após um tanto recuperada da crise, recusava-se a comer e apenas chorava sem nada a dizer.
Seus pais a ignoravam sem saber a causa do sofrimento de Marta, então para distraí-la, seus pais fizeram-na passar um tempo na casa de parentes no Rio de Janeiro, de onde ela voltou um pouco melhor, mas não era mais a mesma pessoa.
Havia se tornado uma moça, recolhida, pensativa e sempre triste, só usava vestimentas de cor preta.
Então seus pais acharam que a cura de todos os males seria o casamento. Afinal Marta já estava com seus 23 anos. Porém quando tentaram faze-la ficar noiva de um rapaz de boa família, ela se recusou terminantemente, afirmando que preferia entrar em um convento a se casar.
Assim se passaram mais alguns anos, sem grandes alterações no estado de Marta. Ela continuava a usar suas vestimentas pretas e só saia de casa quando era para ir a missa em uma igreja próxima de casa.
Certa noite no ano de 1942, Marta teve um sonho. 
Estava ela sentada na sala de sua casa, e de repente sentiu uma presença na janela. quando foi olhar, viu o cantor Carlos Gardel do outro lado do vidro, com seu chapéu tipico, sorrindo para ela.
Marta estava tão eufórica de tanta felicidade que sentia, que de alguma forma ela conseguiu atravessar a parede, e foi quando ela finalmente se viu diante de seu grande amor.
Então Gardel se aproximou dela e a perguntou se ela queria ser a noiva dele.
Marta sem pensar respondeu que sim, era o que ela mais queria.
No dia seguinte quando acordou estava com a alma inundada de uma felicidade indescritível.
A partir desse sonho, ela passou por uma mudança admirável. Deixou os vestidos pretos de lado, agora usava cores mais claras e alegres, pintava os lábios de carmim. Todos a sua volta achavam estranho essa mudança repentina, mas não diziam nada.
Marta agora usava uma aliança na mão direita, falava que era para afastar possíveis pretendentes.
Mas que na verdade havia se tornado a noiva do finado Carlos Gardel, e além de tudo ele a visitava a noite, onde ambos faziam amor.
No ano de 1950 Marta viajou para Buenos Aires para ir ao cemitério de La Chacarita, onde seria selada a união perpetua dos dois.
Marta entrou no cemitério como uma noiva, a cabeça coberta por uma mantilha e um buque de rosas vermelhas em suas mãos. Então diante do tumulo de Gardel, ela passou a aliança para a mão esquerda, jurando-lhe eterna fidelidade e amor. Largou o boque sobre o tumulo e depois disso Marta voltou para sua casa onde viveu lá até a sua morte, cerca de 30 anos depois.
Antes de dar seu ultimo suspiro.Marta confessou que sua morte era o dia mais feliz da vida dela. Foi enterrada com a aliança, que já havia encravado na carne, não sendo possível retirar.
O mais intrigante dessa história é que Marta dizia que ela e seu marido fantasma tinham uma vida sexual ativa, como a de qualquer casal feliz. 

Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek!



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