Além da Imaginação Real

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Notícias do Além:  O Colégio Mal Assombrado!


Parece que algo estranho está acontecendo no município de Guaratinguetá- SP. Uma escola localizada nesta pequena cidade está sendo palco de inúmeros eventos sobrenaturais.

As Misteriosas Aparições: 

Quando ouve-se um barulho ou a torneira abre-se misteriosamente sozinha os alunos e funcionários da Escola Estadual Conselheiro Rodrigues quase sempre atribuem a culpa ao fantasma de Maria Augusta. É comum ouvirem-se relatos de fatos e barulhos estranhos ocorridos em todos os cantos do velho edifício. Em meio a uma vasta quantidade de histórias de encontros e episódios fora do comum um mistério parece cercar o local.   
Ao investigar os acontecimentos por traz das aparições fantasmagóricas foi constatado que todos que frequentam o antigo prédio da Escola parecem conhecer em todo ou em parte a antiga lenda e o mito do fantasma de Maria Augusta que estaria presa no prédio enquanto busca por justiça. Alguns contam com detalhe a história que é disseminada por todo o pequeno município.Mas o boato das aparições de Maria Augusta parece ter tomado grandes proporções. 

A Lenda:

Para entendermos melhor o mito por traz das aparições que ocorrem na escola é necessário mergulhar no passado do prédio. Devemos voltar ao ano de 1891. Segundo a lenda no mesmo terreno em que localiza-se a Escola Conselheiro Rodrigues,havia a mansão do visconde de Guaratinguetá. Maria Augusta era uma linda jovem de 14 anos que foi forçada a casar-se com um homem a quem não amava pelo pai um homem amargo e altivo. 
Entristecida Maria viajou para Paris. O que aconteceu em Paris entretanto é um mistério. Ninguém consegue explicar o que houve em tal metrópole.
O fato é que Maria morreu em circunstancias misteriosas enquanto viajava sem o marido. As circunstancias de sua morte são até hoje desconhecidas. Tudo o que se sabe é que o seu corpo foi colocado em um navio para ser enterrado no Brasil. Junto ao cadáver foram enviadas as jóias e bens de valor da moça. 
Entretanto enquanto atravessava o pacífico o veleiro que trazia os restos mortais de Maria Augusta foi alvo de um terrível ataque de ladrões.
Todos os bens, jóias e o atestado de óbito de tal senhora foram roubados e desapareceram.
É por isso que o motivo de sua morte é desconhecido até os dias de hoje. 
Seu pai pediu que o cadáver da moça fosse colocado em uma redoma de vidro por vários dias na mansão antes que seu corpo finalmente fosse sepultado no cemitério de Passos em Guaratinguetá.


Anos depois o colégio Conselheiro Rodrigues Alves foi construído sobre o terreno em que se encontrava a mansão de Maria Augusta. Segundo os relatos ela nunca deixou o local. E até os dias de hoje ainda permanece vagando assustando e brincando com os alunos do prédio.

O Mistério:

Uma das teorias a respeito da causa da morte de Maria Augusta seria a doença de hidrofobia. Essa doença causa desidratação. Esta é a explicação que é dada quando uma torneira é encontrada aberta no banheiro do edifício:o fantasma de Maria Augusta acometido por terrível sede estaria sempre abrindo as torneiras na tentativa de ingerir um pouco de água.
Reza a lenda que Maria Augusta só encontrará a paz quando descobrirem o motivo de sua morte. O fato é que tal história tem ganhado grandes proporções na cidade. Essa história encontra-se presente na revista comemorativa de 90 anos do colégio. 
Existem inclusive relatos de que as torneiras teriam sido vistas sendo abertas sozinhas sem que houvesse ninguém por perto.
Bem essa é toda a história por traz da onda dos estranhos acontecimentos que cercam a pequena comunidade. Em meio tudo isso uma pergunta atormenta aos habitantes da pequena cidade: Todas essas histórias seriam mito ou realidade?
Os acontecimentos estranhos são tão frequentes que a grande maioria dos alunos afirmam não sentir medo do fantasma da loura.
A história varia de acordo com a pessoa mas parece possuir a mesma essência.
O curioso é que há alguns anos a escola pegou fogo de forma misteriosa. Isso fez com que a lenda ganhasse ainda mais força entre os moradores da cidade. Agora que o prédio foi reconstruído; lenda ou mito, o fato é que a história de Maria Augusta jamais será esquecida.

Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek


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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dicas do Além # A Estrada da Noite!


Sinopse: 

A estrela de rock de meia-idade Judas Coyne coleciona objetos antigos mórbidos. Assim, ele não pensa duas vezes antes de comprar um paletó assombrado pelo fantasma do dono morto, publicado em um site de leilão online. Só depois que chega, Jude descobre que o paletó pertenceu a Craddock McDermott, o padrasto de uma das fãs descartadas por Coyne, e que o fantasma do velho homem é um espírito maligno determinado a matar Judas por vingança pelo suicídio de sua enteada. Judas e sua namorada caem na estrada numa tentativa de fugir do fantasma e encontrar um jeito de detê-lo.


Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Relatos do Além #7 : O Poder do Oculto!


Meu nome é Samanta, eu moro em São Paulo e tenho 17 anos
Tenho duas amigas que são inseparáveis, Tamara e Juliana.
As duas moram no mesmo prédio que eu, tem a mesma idade que eu (a Tamara é duas semanas mais nova e a Juliana é um mês mais velha) e as duas estão no mesmo colégio que eu, na mesma classe (a gente ficou enchendo os nossos pais para eles colocarem a gente no mesmo colégio).
Nós somos amigas desde que éramos bem novas (nos conhecemos no prédio onde moramos), acho que desde os 6 ou 7 anos.
É uma amizade bem forte a que temos.
A mais ou menos 5 anos, nos interessamos pelo oculto, sabe como é, algumas garotinhas de 12 anos entediadas e sem nada para fazer.
Começamos com coisas bobas, brincadeira do copo, brincadeiras com espelhos e velas em quartos escuros, ficar no escuro absoluto e falar algumas coisas, enfim, coisas bem leves.
Era o nosso mundinho secreto. Ninguém de fora da nossa pequena roda sabia o que fazíamos e assim nos sentíamos especiais.


O tempo foi passando e fomos nos aprofundando no oculto, mas sem centralizar em algo, vendo um pouco de tudo.
Víamos coisas de Wicca, satanismo, espiritismo, o que tivesse algo de sombrio e oculto, interessava a gente.
A Internet sempre ajudou muito, trazendo muita coisa que não achávamos em lugares de fácil acesso (você não encontra literatura de como invocar espíritos ou fazer poções )
Nunca nos focalizamos em algo específico, o oculto era a nossa crença, tudo o que fazia parte dele.
Até hoje lembro do nosso primeiro "ritual sério" que fizemos.
Trajes apropriados, adagas, pequenos cortes nas mãos, sangue, fogo, palavras estranhas a serem ditas, poções a serem bebidas.
Foi tudo muito mágico, especial.
Não aconteceu nada do que esperávamos que aconteceria, para falar a verdade não aconteceu nada de nada mesmo.
Foi algo mais psicológico, do que real.
A gente sabia que não tinha acontecido nada, mas a gente sentia que depois daquilo tudo a gente já não era mais três menininhas brincando de bruxaria. Foi uma espécie de uma festa de debutante, simplesmente não éramos mais as mesmas.
Depois daquele ritual, começamos a fazer outros.
Seguíamos datas específicas e certas fases da Lua ou posição do Sol para alguns, outros fazíamos quando tínhamos vontade, alguns até inventamos, apenas seguindo o que parecia ser o certo a fazer. O importante mesmo era que fizéssemos tudo juntas.
Com o tempo os rituais se tornaram normais em nossas vidas, e acabamos criando a nossa própria religião, que era como uma colcha de retalhos de várias religiões, abrangendo tudo o que fizesse parte do oculto, e o que parecesse certo para nós.
Certa noite eu tive um sonho. 


Eu sonhava que estava em uma floresta densa, cheia de árvores.
Era noite e eu estava perdida nela.
Depois de vagar por algum tempo na escuridão eu consegui ver uma clareira com uma fogueira, e fui naquela direção.
Quando cheguei lá, tinha o que parecia ser um homem, embaixo de um tipo de cobertor.
Ele estava sentado de costas para mim, de frente para o fogo.
Apesar do barulho da floresta, eu conseguia ouvir a respiração pesada dele.
Eu tentei me aproximar dele, mas não conseguia me mexer.
Então ele se levantou, ainda coberto pela manta.
Ele era enorme, tinha fácil mais de dois metros.
Então, do nada, o fogo apagou.
A floresta tinha mergulhado no breu de novo.
Então a respiração daquele ser começou a ficar mais forte.
Pelo barulho deu para perceber que ele estava se aproximando.
Eu não conseguia me mexer. Estava assustada, mas não sentia que corria perigo.
Quando ele estava ao que parecia ser três passos de mim, ele começou andar para o meu lado, me contornando.
Ele parou quando ficou atrás de mim, a uns dois passos.
A única coisa que eu ouvia era aquela respiração forte agora.
Parecia quase um cavalo respirando depois de uma corrida.
Então ele foi se aproximando, e chegou tão perto que eu podia sentir a respiração dele na minha nuca. Depois disso eu acordei.
Aquele sonho ficou na minha cabeça, eu não conseguia parar de pensar nele.
Será que tinha sido alguma entidade que me visitou durante o sono? parecia tão real!
Aquela noite tinha sido numa quarta-feira.
Na sexta-feira a Juliana perguntou se queríamos ir para o sítio que a família dela tem no interior de São Paulo.
Por falta de algo melhor para fazer acabamos indo para lá mesmo.
Não ia mais ninguém além da gente e do irmão mais velho da Ju (que por acaso é quem levaria a gente para lá).
Então preparamos as nossas malas, não esquecendo as nossas velas, cristais, adagas e coisas do gênero, e fomos para lá.
Chegamos lá na Sexta a noite. Nós quatro ficamos lá conversando e jogando conversa fora numa boa.


Depois de um bom tempo fomos dormir.
O dia seguinte foi uma beleza, sol o dia todo, piscina, um macarrão vegetariano bem levinho no almoço, um pouco de bronzeamento a tarde, uma maravilha só. Mas quando o Sol começou a se por, um monte de nuvens começou a juntar.
Fomos tomar banho e preparar algo para jantar.
Quando eu sai do banho a Juliana falou que seria só nós três durante a noite, pois o irmão dela tinha saído para a cidade para curtir o final de semana do jeito dele.
Era justamente o que queríamos. Um tempo só para nós, garotas, para falarmos e fazer o que quiséssemos.
Depois do jantar ficamos na varanda da casa conversando.
Então a Tamara deu um pulo de repente e falou "Vamos fazer um ritual na floresta!"
A Ju perguntou, ritual de quê, não era data de nada, então ela falou "A gente faz uma data para hoje!
A gente inventa uma celebração qualquer!"
A ideia me agradou muito, e como nunca tínhamos feito nada ao ar livre junto da natureza, sugeri que fôssemos para um amontoado de árvores que tinha lá do lado. Todas concordamos e fomos correndo pegar o nosso material.
Nos preparamos e fomos felizes da vida para o meio da floresta que tinha lá do lado.
Estávamos indo descalças, podíamos sentir a grama verde com os pés, uma brisa fraca batendo de leve na gente, ouvíamos os sons de grilos e outros bichinhos pelo mato.
Não sei o que era, se era o ambiente, se era algo psicológico, mas aquele era um momento mágico.
Estávamos nos sentindo diferentes, nos sentíamos parte da natureza.
Apesar da noite totalmente escura (além de ser lua nova - totalmente escura - as nuvens que tinham se acumulado encobriam a luz das estrelas), não estávamos preocupadas de entrar na floresta. Estávamos com uma lanterna e achamos fácil um lugar adequado.
Então, começamos o ritual. Tinha um que eu tinha pegado na Internet e queria fazer a algum tempo, que era perfeito para a ocasião.
Tudo o que precisávamos estava lá. Improvisamos algumas tochas com pedaços de pano, cheios de álcool, enrolados em galhos, e prendemos nas árvores ao redor da área para poder produzir alguma luminosidade não artificial (claro que tomando o máximo de cuidado para não botar fogo no lugar:p).
Limpamos a área e fizemos alguns símbolos e desenhos no chão com as adagas.
Colocamos nossos adornos ritualísticos e começamos a posicionar as velas (que por acaso nós mesmo fazíamos) em seus respectivos lugares.
Colocamos mais algumas em volta do círculo central e apagamos as tochas (a luminosidade que as velas produziam era o suficiente para nós agora).
Fizemos um pequeno fogareiro dentro do círculo central e colocamos uma cumbuca de bronze em cima dele.
Nos posicionamos em volta do fogareiro e colocamos algumas coisas na cumbuca enquanto falávamos o que tinha que ser dito.
Após algum tempo tiramos o líquido que tínhamos feito de dentro da cumbuca e colocamos em um cálice de cristal, e colocamos a cumbuca no lugar de novo.
Cada uma de nós tomou um pouco do que tinha dentro do cálice, deixando propositalmente um resto dentro dele.


Depois colocamos esse resto que tinha sobrado de novo na cumbuca de bronze que estava no fogareiro e falamos mais algumas coisas.
Nesse momento já estávamos sentido uma coisa estranha dentro da gente, não estávamos passando mal, só sentíamos algo estranho.
Então foi como se tivéssemos entrado em um transe.
Ficamos com o olhar meio vidrado balançando a cabeça bem de leve para frente e para trás, e foi aí que uma coisa inacreditável aconteceu. As velas começaram a queimar muito rápido, como se estivessem em um filme que você adianta.
A gente só via a cera derretendo e escorrendo e o barbante pegando fogo.
Depois de alguns segundos, as velas se consumiram completamente, e apagaram.
A escuridão voltou com tudo, uma escuridão absoluta.
E então eu ouvi um som que eu já tinha ouvido antes, nos meus sonhos.
O som daquela respiração pesada. Estava vindo bem do meio do círculo que tínhamos feito, bem do meio da gente.
Nós estávamos ajoelhadas de mãos dadas, fazendo um círculo com os nossos braços.
Eu senti a mão da Tãma e da Ju se afrouxarem um pouco, como se quisessem soltar a minha, mas eu segurei as mãos delas mais forte, para que não se soltassem.
Aquela respiração estava ficando cada vez mais forte, parecia se mover dentro do nosso pequeno círculo, mas nada encostava nos nossos braços.
Eu estava assustada, mas não com medo.
Não sabia o que era aquilo ou o que estava acontecendo.
Então senti uma baforada na minha cara. Era quente, mas não tinha cheiro nenhum. E foi aí que eu fraquejei.
Eu soltei um grito, levantei e soltei a mão da Tãma e da Ju me virei e saí correndo.
Eu percebi que as duas fizeram a mesma coisa.
Chegamos rápido na casa, e assim que entramos fechamos a porta e acendemos todas as luzes.
Tínhamos deixado todas as nossas coisas para trás, mas não tínhamos a mínima intenção de voltar.
Estávamos em completo êxtase. "Você viu aquilo?" "O que foi que acabou de acontecer ali?" "Será que ta vindo pra cá?"
"Não sei, não estou vendo nada, mas eu não vou lá fora ver se tem alguma coisa lá ainda!"
Nós estávamos totalmente eufóricas, completamente assustadas, mas eufóricas.
Nunca tinha acontecido nada de mais nos nossos rituais.
Se acontecia alguma coisa, sempre tinha uma explicação lógica por trás, mas não dessa vez.
Nós tínhamos presenciado algo e não tínhamos ideia do que era.
Naquela noite não conseguimos dormir, ninguém ousava fechar o olho ou ficar no escuro.
Não ouvimos nenhum barulho estranho vindo lá de fora, nenhum vulto escuro andando pela floresta, nada, mas estávamos bem assustadas.
Ficamos acordadas até o irmão da Ju chegar de manhã.
Então desabamos. Dormimos na sala onde tinha bastante luz. Acordamos um pouco depois do meio dia.
Como não poderíamos mais adiar aquilo, juntamos coragem e fomos até o lugar onde tínhamos feito o nosso ritual na noite passada.
Estava tudo normal. As coisas estavam exatamente onde tínhamos deixado, as adagas fincadas no chão, as linhas dos desenhos e dos símbolos intocadas, as velas completamente derretidas, e o fogareiro ainda com madeira sem queimar, com a cumbuca de bronze ainda com o resto do líquido. Nós juntamos nossas coisas e fomos embora, dando uma benção final no lugar. Naquela tarde fomos embora.
Até hoje não sei o que foi que aconteceu.


Até pensei que podíamos ter feito alguma bebida alucinógena naquele dia, e o que vimos e sentimos era só um resultado dos efeitos da bebida.
Para ter certeza, nós fizemos a bebida de novo, mas sem fazer o resto do ritual, só a bebida e demos para a Tãma beber.
O tempo passou e nada, ela não sentiu nada e não viu nada.Depois disso nos convencemos de que realmente aconteceu alguma coisa.
Eu deixei aquele ritual (as "instruções") separado, bem guardado e marcado, para quando tivermos mais experiência no assunto, afinal isso é uma coisa com que não se brinca, ainda mais quando da certo.


Mas será que foi o ritual que funcionou mesmo?
Ou era alguma entidade da floresta, alguma protetor ou coisa parecida, que atendeu o nosso chamado? Até hoje eu imagino se o que aconteceu tem alguma ligação com o meu sonho.


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Dicas do Além # A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves) – 1984


Este filme sensacional do diretor Neil Jordan (que anos depois nos traria duas obras primas, Traídos Pelo Desejo e Entrevista com o Vampiro) é uma pérola que merece ser descoberta. De difícil digestão, o longa trabalha o tempo todo com metalinguagem e é basicamente uma metáfora fortíssima para o “desabrochar da mulher” após a adolescência. Para narrar seu ponto de vista, Jordan recorre ao recurso de contar histórias dentro de histórias, de forma não linear, sendo que o ponto apoteótico do filme é uma recriação da fábula da Chapeuzinho Vermelho. O forte elenco inclui David Warner, Stephen Rea e Angela Landsbury, e a cena da transformação tornou-se uma das mais famosas do cinema.

Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Relatos do Além #6 : A Casa Mal Assombrada - História de Terror!


Eram duas e meia da manhã quando Levi, Antônio e Arnaldo andavam pelas calçadas sujas de sua cidade. Estavam vagando a mais de três horas sem nada pra fazer, Levi odiava fazer isso, preferia estar em casa assistindo TV e comendo, mas sempre acompanhava os amigos porque não gostava de ficar sozinho. Chegaram à antiga estação de trem da cidade que já desativada havia muitos anos.

“Vamos embora daqui, eu odeio esse lugar” – pediu Levi tentando não parecer aterrorizado.

“Deixe de ser medroso” – respondeu Arnaldo. “Vamos até a casa abandona da colina e dar uma olhada, estou precisando de uma aventura.” – completou ele com a voz excitada.

Antônio riu e começou a andar em direção a casa, os outros dois o seguiram. Chegaram ao portão de entrada e olharam aquela imensa construção, era linda e tenebrosa ao mesmo tempo.

Os três jamais viram alguém morando naquele lugar, o dono da propriedade a trancou a mais de cinqüenta anos e não voltou mais, nunca vendeu ou alugou. Os moradores da região até evitavam passar perto com medo, diziam que o lugar era mal assombrado.


Anos atrás o filho do prefeito daquela cidade estava se casando com uma moça que morava ali. No dia do casamento, a melhor amiga da noiva a levou para a casa do prefeito dizendo que queria mostrar-lhe algo. Chegando lá elas sobiram até o quarto onde o noivo dormia e o encontram na cama com outra mulher. Em um momento de desespero a noiva desceu até a cozinha, para pegar uma faca e matar o noivo e a amante. Momentos depois, ela não conteve a agonia e enfiou a faca em seu coração. Supostamente os fantasmas dos três ficaram na casa onde diz à lenda que o fantasma da noiva tortura os outros dois.

Arnaldo foi o primeiro a entrar, pulou o portão e foi em direção a casa. Olhou para trás e viu os outros dois pulando também e continuou até chegar à porta. Levi ficou parado no meio do caminho.

“Eu não entro ai, estou me sentindo mal, alguma coisa me diz que agente deveria ir embora.” – disse o rapaz com voz tremula.

Os outros dois não deram importância. Voltaram-se para casa e olharam pela janela. Eles se espantaram porque podiam ver muito bem o que tinha dentro da casa somente com a iluminação da lua que entrava pelas janelas. A sala de entrada era enorme e toda a mobília parecia estar lá, porem coberta com lençóis.

“Opa, a porta da frente esta aberta.” – Disse Antônio já abrindo a porta.

Os dois entraram, o lugar era lindo, descobriram alguns móveis e viram que estava tudo intacto, parecia que alguém estava cuidando de tudo. Antônio decidiu subir para o próximo andar e ver se achava algo interessante. Arnaldo foi ver outro cômodo. Momentos depois Arnaldo escuta Antônio descendo as escadas.

“Vamos embora, Levi esta nos esperando lá fora.” – Gritou Arnaldo para que seu amigo pudesse escutá-lo.

Antônio não respondeu, Arnaldo se virou para ir até a saída e deu de cara com alguém, não pode ver quem era porque a luz vinha de trás da pessoa então só via a silhueta. Uma coisa ele tinha certeza, estava vestida de noiva. Seu corpo congelou então ele riu tentando disfarçar o susto.

“Muito boa essa Antônio, quase me mata de susto. Vamos embora, já tive muito pra uma noite, esse lugar esta me dando arrepios.” – disse Arnaldo irritado.

Antônio continuou calado. Arnaldo ficou inquieto olhando o suposto amigo e começou a andar em sua direção, a silhueta também se movia ao seu encontro. Algo mudou na visão de Arnaldo, parecia que a silhueta puxou uma faca de lado e ele começou a ficar preocupado e parou de andar.

“Brincadeira tem limite Antônio.” – gritou ele.

A silhueta também parou de andar, a luz da lua iluminou seu rosto e Arnaldo gritou. A imagem o aterrorizou e ele se arrependeu de ter entrado naquela casa. Ali na sua frente estava o fantasma da noiva, seu rosto podre e olhos vazios não expressavam sentimento e mesmo assim ele sentiu que ela iria mata-lo.

“Antônio!” – foi a única coisa que ele conseguiu gritar, pois o terror o mantinha congelado e sem ar.

Antônio desceu as escadas rapidamente, quando viu a cena correu direto para a porta gritando. A porta estava trancada, ele a esmurrava, chutava e puxava, mas a porta não abria. Levi estava bem perto, mas parecia que não via ou escutava nada. A noiva não deu muita atenção a ele e continuava a encarar Arnaldo que por sua vez correu para ajudar o amigo com a porta.


“Você pensou que iria escapar de mim por toda eternidade querido?” – disse o fantasma se aproximando dos dois.

A noiva agarrou Arnaldo pelo cabelo e apunhalou-o no coração. O rapaz ficou agonizando por um tempo enquanto Antônio fazia sua última oração.

“Some daqui você não tem nada a ver com esse traste.” – disse a noiva enquanto abria a porta.

“Não, por favor Antônio” – gritou Arnaldo.

Antônio se espantou ao ver o espírito de Arnaldo sendo segurado pela noiva. Escutou um barulho do outro lado da sala e viu o fantasma de outra mulher que parecia estar sofrendo muito. Lembrou-se da lenda daquela casa e então entendeu que seu amigo era a reencarnação o noivo que de alguma maneira teria escapado da tortura eterna.

Ele correu e levou Levi embora com ele. Contou a história a todos mais ninguém acreditou. O corpo de Arnaldo nunca foi encontrado pela policia que vasculhou toda a casa e os arredores. Antônio foi internado em um hospício alguns meses depois, dizia estar sendo assombrado pelos três fantasmas. E quanto a casa, continua lá, sozinha e sombria, talvez esperando pela próxima visita... 


Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Quer fugir do #Carnaval? Então fica nossa dica do além, para fugir da folia. 


The Shining (O Iluminado, no Brasil, e Shining, em Portugal) é um filme de terror psicológico de 1980 produzido e dirigido por Stanley Kubrick, co-escrito com a romancista Diane Johnson e estrelado por Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd e Scatman Crothers. O filme é baseado no romance de Stephen King de 1977.
No filme, Jack Torrance, um escritor e um alcoólatra em recuperação, aceita um emprego como zelador fora de época de um hotel isolado chamado Hotel Overlook. Seu filho possui habilidades psíquicas e é capaz de ver coisas do passado e do futuro, como os fantasmas que habitam o hotel. Logo depois de se instalarem, a família fica presa no hotel por uma tempestade de neve e Jack torna-se gradualmente influenciado por uma presença sobrenatural; ele desaba na loucura e tenta assassinar sua esposa e filho.


The Shining: é um romance de horror do escritor estadunidense Stephen King. Lançado em 1977, foi o terceiro livro de Stephen King e seu primeiro best-seller em capa-dura. O sucesso do livro foi tanto que firmou King na carreira de escritor no gênero.

Leiam o livro, e vejam o filme e bom carnaval a todos!

Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Notícias do Além # Jornalista: é "arranhado por fantasma" durante reportagem em uma casa mal assombrada!


Ao investigarem a história de uma casa mal-assombrada em Hanover, na Pennsylvania (EUA), a jornalista Katie Kyros e o operador de câmera Nick Petrillo levaram o maior susto de suas vidas.
Enquanto colhiam o depoimento de Deanna Simpson, a dona da residência, o câmera sentiu um arranhão em um dos braços.
“Basicamente, quando entramos na casa, eu não senti nada”, disse Nick, que acabou se tornando um dos personagens da reportagem.
“Alguns minutos depois, senti uma sensação estranha, como se um pedaço de metal quente estivesse rasgando meu braço. Quando olhei, percebi que havia um arranhão no local”, explicou.
O fotojornalista declarou à reportagem que “nunca havia sentido nada parecido” em sua vida. Nick declarou ser completamente cético até então, e que a experiência na casa o fez mudar de opinião.
“Eu não acreditava até isso acontecer, era realmente cético”, afirmou.
A resposta da dona da casa foi a seguinte: “Sabe por que isso aconteceu? Porque você está tentando contar a história. Esta é a maneira que eles encontraram de avisar você que isso é perigoso”, explicou.
A jornalista Katie Kyros disse que sentiu toques e foi “beliscada” durante a reportagem dentro da casa. A dupla disse ter visto “estranhas luzes nas paredes” e ouvido “sons esquisitos”.
Há sete anos na casa, DeAnna e o marido sentem vontade de deixar o local, mas precisam recuperar o dinheiro investido para só depois saírem do imóvel.
Katie e Nick levaram um tabuleiro de Ouija para fazer a reportagem. A dona da casa pediu que não levassem o objeto para dentro de sua residência.
Os moradores já fotografaram aparicões de demônios e fantasmas. Os seres do além atormentam a vida dos dois.
O casal garante que os seres sobrenaturais arranham e queimam as pessoas no interior da casa.
A história chamou a atenção do canal de TV, que enviou uma equipe para filmar o local. O cinegrafista Nick Petrillo foi arranhado e sentiu a pele de sua mão queimando enquanto filmava dentro da residência.
Ao contar para a Deanna dos arranhões e queimaduras, Nick teve que parar de filmar para que a dona da casa amaldiçoada passasse água benta nas feridas.

Horror:

Deanna contou que encontra aparições horríveis diariamente no local. "Uma noite, eu estava dormindo e sonhei que havia dois homens perto de mim", disse. "Quando acordei vi que havia duas aparições me encarando ao lado da cama."
Outra vez, ao olhar no espelho do banheiro Deanna viu o reflexo de uma garota morta e ensaguentada.
"Tudo começou com coisas pequenas como sons de passos, portas fechando sozinhas, sons de choros ou gritos vindo de quartos vazios", ela contou.
O demônio que atacou o cinegrafista é uma das aparições mais horríveis. Em praticamente todas as fotos tiradas no interior da casa, ele aparece como uma sombra de quase três metros de altura .
 O casal não consegue vender a casa nem se livrar das forças da escuridão, apesar das numerosas visitas de padres, pastores e médiuns.
"Isto aqui é o inferno", diz Deanna.

Pesquisa e Adaptação: Milena Zorek

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